A informalidade de uma apresentação minimalista tem tanto de revigorante como de insuficiente, mas é o possível quando a expetativa e a ansiedade estão presentes no intimo de cada um. Assim o é com uma nova descoberta profissional de um lado e do outro uma janela aberta, que poderá ser uma porta, caso a oportunidade se materialize no concreto.
Para a implementação de um projeto, de todo desconhecido, onde as informações chegam ao minuto e a insegurança está presente no formato de agilizar a sequência e a permanência, torna tudo mais inócuo, ou seja, estamos a começar do vazio na tentativa de chegar ao, sejamos otimistas, possível. .
A libertação de ex-reclusos tem dois lados da moeda, de um lado quem acredita e assumiu as rédeas de algo inédito e do outro lado quem estava detido e agora, de um momento para o outro e inesperadamente se vê livre.
Sair assim, para o vazio, é algo irregular, sem contexto e sem prática reiterada. Sair assim para o desconhecido, ainda que exista, nalguns casos, conhecimento subjacente, é de arrepiar. Viver no vazio e no desconhecido não é forma de estar na vida, não é algo concreto. Traduz-se em incerteza, expetativa, insegurança, ansiedade, receio e por último, em bem comum.
As incertezas são imensas, bem como as expetativas e os níveis de ansiedade estão ao máximo. São mais as perguntas que as respostas, mesmo que, quem pode e deve dar respostas, não as sabe com a exatidão procurada, fruto da inexperiência.
Não pode haver erros, de parte a parte, ambas as face da moeda estão sob pressão intensa. De um lado o bem estar social, do outro o bem comum.
O projeto tem tanto de humanitário como de perigoso, admito-o. Sendo que o perigo não está na ação dos ex-reclusos, pois esses sabem melhor que ninguém que o mínimo erro lhes sairá caro e os levará de volta a um local que, depreende-se, não quererão voltar. O perigo está no dia a dia e na sua aplicabilidade e diretamente relacionado com a gestão de tudo o já referido; expetativas, ansiedades e, repito, a capacidade de resposta.
Uma coisa é certa, quem como eu, faz parte da génese do projeto, na sua aplicabilidade no terreno, o desafio é enorme e ao mesmo tempo motivador.
Duas palavras que justificam a afirmação; eu acredito!
E, como tal, no primeiro impacto, para os ex-reclusos, a lágrima se faz sorriso...
Uma frase feita termina esta breve alocução escrita, embora esteja ciente da dificuldade do cumprimento e correta execução da mesma; vamos todos ficar bem, mas uns mais que outros, mais que não seja, os que, efetivamente, fazem por isso.
ps: imagem de autor desconhecido, ilustrativa e retirada do google imagens.
ps: imagem de autor desconhecido, ilustrativa e retirada do google imagens.
(...continua...)
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